quarta-feira, janeiro 17, 2018

Hora da verdade

Para a SAD que faz a sua última aposta. Uma aposta de alto risco que a ser perdida significa que não precisamos de uma SAD que nos devolve à segunda divisão. Mas pode também ser altamente compensatória no caso de ter êxito! A boa notícia é que os homens do leme são belenenses e os belenenses gostam disso. Vão precisar de alguma sorte porque o apoio está garantido. 
Mas o momento que atravessamos é também um enorme desafio para os adeptos. Teremos que estar mais unidos do que nunca se não quisermos ser o elo mais fraco desta Liga NOS. Quanto à Direcção do Clube, espera-se que seja isso mesmo, a direcção e o exemplo. No fim do campeonato logo se verá. Nesta altura a equipa só precisa que a apoiem.



Saudações azuis

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Ainda as omeletes!

Mas afinal de quem é a culpa?!
É do cozinheiro?! É do dono do restaurante?! Ou é dos ovos?!
Costuma dizer-se – ‘casa onde não há pão’, todos ralham e ninguém tem razão’! Uma grande verdade bastando traduzir pão por vitórias.

Mas voltando à omelete, pois se ela não sai a contento, a culpa é em primeiro lugar de quem manda, e quem manda é o dono do restaurante. Pode a seguir questionar-se se a culpa não é também do cozinheiro! Porque afinal é ele que cozinha os produtos postos à sua disposição. E se continua agarrado aos tachos é porque acredita que consegue fazer a omelete. Finalmente a culpa, ainda que mais visível, mas menor, está sempre relacionada com a qualidade dos ovos. Mas aí voltamos ao princípio e se há culpa, ela é de quem os comprou ou de quem os cozinhou.
Duma coisa estou certo, em relação a esta última omelete, a culpa não foi do árbitro que aliás me surpreendeu pela positiva.

Mas chega de omeletes e vamos ao futebol e ao precipício que temos à nossa frente. Um futebol aberto na primeira parte, demasiado aberto para as nossas possibilidades, com o Rio Ave a acercar-se com perigo da nossa grande área. A defesa foi-se aguentando, começámos a ripostar e também criámos dificuldades ao último reduto adversário. E não fora um erro não forçado de Florent e o intervalo daria um empate. Mas os erros pagam-se caro especialmente quando temos pela frente jogadores acima da média.

A segunda parte mostrou um Belenenses determinado e num lance em que o Rio facilitou  conseguimos chegar ao empate. Fredy trabalhou bem o lance e Bakic apareceu no sítio certo! Nesse preciso momento e sem nenhuma razão aparente Pereirinha (que fez uma boa primeira parte) é substituído por Tiago Caeiro recuando Diogo Viana para defesa direito. O Belenenses continuou a insistir por esse lado, nem sempre com grande lucidez, mas a verdade é que o jogo estava equilibrado. Bakic entretanto lesiona-se e é substituído por Maurides. E o Belenenses, que na primeira parte não apresentou nenhum ponta de lança de raiz, passou a jogar com dois! Uma aposta perigosa e que não tem resultado. Maurides ainda introduziu a bola na baliza mas estava deslocado. E o jogo tornou-se de repente muito quezilento. Faltava pouco para acabar e nos bancos o empate era um dado adquirido. Mas os últimos minutos têm sido dramáticos. Neste tempo Yebda ainda conseguiu ser expulso e depois, já nos descontos, veio o livre fatal! A história repetiu-se, mas desta vez nem um pontinho!

Falta falar do precipício! Mas do precipício não se fala, cai-se. Há seis/sete equipas a lutar para não descer e uma delas é o Belenenses.


Saudações azuis

sexta-feira, janeiro 12, 2018

VAR – omelete sem ovos!

É difícil fazer uma omeleta sem ovos, assim como é difícil arbitrar se não houver árbitros competentes. E o vídeo árbitro, porque depende da competência dos árbitros, torna-se assim num instrumento inútil e até prejudicial. E não vem ao caso a desculpa de que estamos no ano zero e há-que ter alguma tolerância em relação aos erros. Isso seria um bom argumento não fosse a constatação geral de que ao fim de dezassete jornadas o vídeo árbitro em lugar de melhorar as suas prestações, tem vindo a piorar.

Mas analisemos o assunto com mais detalhe. Finda a primeira volta do campeonato ficámos a saber que as intervenções do VAR corrigiram 28 decisões inicialmente tomadas pelos árbitros de campo. Parece muito e parece que afinal o VAR é um instrumento útil pois, pelo menos naquelas situações, terá garantido a verdade desportiva. Não sou tão optimista, nem vou por aí.

Não é uma questão de quantidade. O vídeo árbitro só se justifica se trouxer qualidade e confiança. Não existe para estar sempre a intervir e a interromper a partida. E muito menos existe para só intervir nos jogos entre pequenos. Onde não há pressão da opinião pública e publicada. Numa breve resenha e das 28 intervenções constatamos que só quatro ou cinco dizem respeito aos três grandes e só uma foi desfavorável aos seus interesses. Mas logo compensada, no mesmo jogo, por uma decisão favorável. Nos jogos entre eles o VAR nem se atreve a intervir. E como disse acima, à medida que o campeonato foi decorrendo e a contestação foi aumentando, o VAR hibernou e está cada vez mais silencioso!

Isto não é VAR, é medo. E falta de ovos.


Saudações azuis

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Desanimador…

Este jogo desanima qualquer um. E vou usar as palavras do treinador – ‘uma primeira parte equilibrada, sem grandes oportunidades de golo, e uma segunda parte em que não conseguimos ter bola e eu assumo toda a responsabilidade porque as substituições que efectuei falharam’. Foi mais ou menos isto. Fica-lhe bem ter dito o que disse e por essa razão não me vou alongar sobre o assunto. Espero apenas que aquela segunda parte não volte a repetir-se. Pelo menos no Restelo.

Resta acrescentar que a grande e talvez única oportunidade do Boavista nos primeiros quarenta e cinco minutos resulta de uma perda de bola infantil, mais uma, do Yebda. E depois dizem que eu tenho a mania da perseguição. Mas não, não tenho. O que eu quero dizer é que independentemente do esforço do jogador, que é muito, da sua qualidade técnica, Yebda joga numa posição chave e aí não se pode facilitar. São infantilidades, demoras a passar a bola, tiques de vedetismo, que todas somadas, no fim de um jogo, podem fazer diferença. E quando os golos estão pela hora da morte as falhas do meio campo notam-se muito.

O presidente da SAD também veio a terreiro dizer que o Belenenses está a ser empurrado para a segunda divisão. Referia-se à arbitragem de Gonçalo Martins que já nos havia prejudicado em Tondela. É verdade, e também é verdade que o golo foi mal validado. Mas face ao massacre boavisteiro o empate adivinhava-se a qualquer momento. Portanto não nos vamos desculpar com as arbitragens, elas continuarão a prejudicar o Belenenses, pois já perceberam que estamos divididos e por isso somos o elo mais fraco da primeira Liga. Quanto ao VAR confirmou tudo o que tenho escrito sobre ele. Aposto que este golo nunca seria validado se o mesmo fosse sofrido por Sporting ou Benfica. Quanto ao Porto já não estou tão seguro atendendo ao golo marcado pelo Rafinha!

Concluindo, lá teremos que ir ao mercado novamente, e esperar que o mercado nos traga aquilo que nós não temos. Os golos que resolvem quase tudo – os jogos, a vida dos treinadores, e o futuro da SAD.


Saudações azuis     

terça-feira, janeiro 09, 2018

Nervoso miudinho, Var e G-15!

É sempre assim, tento desviar a atenção para outros assuntos mas o jogo de logo à noite reaparece neste dia chuvoso e frio. Eu se fosse o Domingos não mexia na equipa que entrou em Portimão. Já existem algumas rotinas defensivas que convêm manter. Para entrar o Chaby que realmente pode agitar qualquer coisa, tem que sair alguém, e aí só se for um dos extremos (Fredy ou Diogo Viana). Quanto a Bakic não está entrosado e o adversário é perigoso no contra golpe. Com o decorrer da partida, logo se vê. E o que temos visto neste campeonato é que o factor casa conta muito pouco. Só conta para Benfica, Sporting e Porto.

Não tenho falado do VAR porque parece-me que já disse tudo! Se têm lido o que escrevo já sabem que não sou um entusiasta e também sabem o que penso sobre a sua precipitada introdução. Teve a ver, não com a coragem da inovação, mas com a cobardia federativa que assim encontrou uma forma de não enfrentar o clima de suspeição que já se adivinhava. Teve azar, o clima de suspeição não desapareceu e até aumentou e o VAR veio acrescentar outros problemas. Aliás e para ficarmos esclarecidos sobre a realidade do vídeo árbitro, a revista Sábado publica uma interessante entrevista a um apostador profissional português (trader) que sobre o VAR disse o seguinte: -

quando o VAR vai definir se é golo ou fora de jogo, há imenso dinheiro a entrar. E as pessoas apostam a favor do clube grande, porque já se percebeu que o VAR foi criado para beneficiar os clubes grandes.”

Finalmente uma palavra sobre o G-15 e a suspeita de estar a ser instrumentalizado. Não sou bruxo mas tenho antecipado alguns riscos, reais ou imaginários, e que podem ensombrar um projecto sem dúvida prometedor. Porque promete mudar o futebol português. Mudar para melhor porque não há nada pior que uma ‘competição’ onde uns ganham sempre e comem tudo, e os outros perdem sempre e passam fome! É natural portanto que o G-15 seja hostilizado por Benfica, Sporting e Porto, cada um à sua maneira, uns com cantigas de embalar outros com rugidos de leão. Mas convém esclarecer uma coisa: - quem fabricou de facto o G-15, foi o G-3 desde sempre apadrinhado pela federação, pela ausência da Liga e se quiserem pela complacência de todos os governos. Um dia isto teria que acontecer porque a alternativa a um campeonato fictício, inviável e falido, seria inscrever os três fidalgotes (que os bancos e os contribuintes sustentam) no campeonato espanhol! Esse sim, competitivo e com público.

Dito isto vamos prosseguir com o projecto do G-15 mas focados nos nossos interesses comuns, que infelizmente não são, neste momento, compagináveis com os interesses dos chamados três grandes. E todos sabem, embora não o verbalizem, que o G-18* só será uma realidade quando houver a centralização dos direitos televisivos e a correspondente distribuição da receita segundo critérios equitativos. E havendo dinheiro só não será independente quem  tiver mentalidade de escravo.

*Sem esquecer os interesses legítimos da Liga de Honra.



Saudações azuis

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Centeno e os bilhetes da bola

Eu bem gostaria que aquilo que vou transcrever tivesse sido dito ou escrito pelo presidente do Belenenses. Mas assim, à falta de melhor, aqui vai um 'desabafo' que eu subscrevo inteiramente. Não só subscrevo como já o denunciei em postais anteriores. É o presidente de um clube rival?! É, sim senhor. Mas quando se trata de batota, seja política, seja desportiva, não há rivalidades. Há apenas indignação.

Do jornal A Bola, com a devida vénia:


O presidente do Sporting veio a público falar sobre a recente polémica que envolve Mário Centeno, ministro das Finanças, e Luís Filipe Vieira.

Mário Centeno terá pedido bilhetes ao presidente do Benfica, em março do ano passado, para assistir ao jogo entre Benfica e FC Porto na tribuna presidencial do Estádio da Luz. 

Agora, segundo avança o Correio da Manhã, foi conhecido um e-mail enviado a Luís Filipe Vieira pelo seu filho, a agradecer-lhe a sua influência para que fosse reconhecida a isenção de pagamento de IMI a um prédio da família.

Na rede social Facebook, Bruno de Carvalho ataca:

«1. Isenções de impostos com "empurrões"

Afinal devia ser destes impostos, que todos nós pagamos e alguns têm perdão, que devia estar a falar o advogado Pragal Colaço. As tribunas são uma maravilha. Enquanto na do Sporting CP convivemos e eu dou um beijo à minha mulher, noutras "empurram-se" perdões fiscais e já começam a dizer à boca cheia para não se preocuparem com os casos vouchers, emails e pagamentos para se perderem jogos, pois está tudo controlado.... Modernices!

Isto está ao nível das reuniões feitas no estádio de um clube para promover uma determinada pessoa para que ficasse a liderar o Novo Banco após a queda da direcção. Também devia ser para continuar a dar uns "empurrões" na dívida que já andava dispersa, para não ser notada, por obrigações que eram espalhadas por fundos da ESAF, seguradoras, fundos de pensões e outras entidades relacionadas... E a verdade é que os portugueses ainda não sabem quem vai pagar essas dívidas: se o devedor, se eles... Democracia!»

Saudações azuis

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Empate a zeros

Mais um jogo sem facturar e a nítida sensação de que o problema não é táctico, nem é do treinador, assim como não é de empenho e esforço dos jogadores. Em minha opinião tem a ver com as limitações técnicas do plantel que se tornam gritantes em determinados momentos do jogo nomeadamente quando a equipa recupera a bola e tem que atacar a baliza adversária. Quando chega esse momento surgem, para além dos problemas que seriam normais, outros que não se esperam de jogadores de uma primeira Liga. Ou é o Diogo Viana que se embrulha com a bola, e cai, ou é o Freddy que ensaia uma jogada sem futuro, ou é o Maurides que se atrasa! E isto de forma repetitiva. Há sempre qualquer coisa que se intromete entre o querer e o fazer.

Os médios/municiadores também têm uma quota-parte importante na ausência de golos. Nomeadamente quando passam mal ou demoram a passar. Neste aspecto Yebda (que correu quilómetros) continua a não saber qual é o timing para soltar a bola. E Sousa precisa de fortalecer os seus níveis de confiança.

Quanto aos outros aspectos do jogo só posso dizer bem. A equipa tinha a lição estudada, defendeu bem em termos colectivos e durante a primeira parte pode dizer-se que tomou conta do jogo. O problema foi sempre o futebol sem balizas.

Já na segunda parte e com a entrada de Paulinho o Portimonense fez estremecer um pouco o centro da nossa defesa em especial Gonçalo Silva que terá de rever as suas saídas de bola para o ataque. Numa delas só não sofremos golo por milagre! Domingos demorou algum tempo a reagir e por fim lá fez entrar Sasso para trinco e as coisas melhoraram. O Belenenses voltou a ter mais bola e Sousa ainda teve tempo para desperdiçar uma boa oportunidade para marcar. Enfim o zero a zero, tal como referiu o treinador do Portimonense, aceita-se.

Mas para lá do resultado temos que nos concentrar no perigoso dilema: - marcámos apenas quatorze golos em dezasseis jogos, uma média que não anuncia vitórias. Acresce que estamos a uma jornada do fim da primeira volta e com apenas dezoito pontos. Uma posição periclitante sabendo que o Belenenses na segunda volta vai receber em sua casa os três candidatos ao título. Três jogos em que será difícil conseguirmos os três pontos. A SAD deve saber destas contas e esperamos todos que tenha uma solução a condizer.



Saudações azuis