terça-feira, abril 06, 2010

O milagre da matemática

Se o futebol fosse uma ciência exacta (como a matemática) há muito que o Belenenses estava na segunda divisão. Mas como não é, vamos resistindo à custa de imponderáveis e milagres. Os imponderáveis são conhecidos, os milagres também, mas ainda há quem espere um último milagre, desta vez a cargo da matemática! Mas pronto, seja, porque não há-de a matemática interceder por nós?!
O problema é que não merecemos mais milagres. E a sensação que varre o Restelo é que nas últimas décadas pouco fizemos para fugir a tão nefasto destino. Medidas pontuais, empurrar os problemas com a barriga, uma época mais feliz que a outra, mas sem continuidade, enfim, uma série de ilusões.

Sobre futebol jogado, parece que não estivemos mal em Paços de Ferreira. Noutras circunstâncias um empate a zeros não seria um drama, mas agora, com a corda na garganta...
E começa a caça aos jogadores mais talentosos, o que é natural, ninguém gosta de jogar na Liga de Honra. Eu também não. Mas há quem não se importe, desde que haja muitas actividades no Restelo. Feitios.

Sobre a jornada, o Benfica de Jesus marca uma superioridade gritante! E começamos a perceber que tivemos um grande treinador. Treinador e não só. O responsável pelo êxito episódico, pelas contratações rentáveis, por tudo o que aconteceu e acabou por criar as tais ilusões.

Sobre o resto, duas notas apenas:

Faz pena ver o Carvalhal a ‘chorar-se’ pelo 'despedimento sem justa causa'. Se a choradeira continua quase que dou razão ao 'despedimento'. E só revejo a minha posição se ele conseguir desfeitear o Jorge Jesus na próxima jornada.

A segunda nota vai para a moda dos lançamentos da linha lateral com corrida de balanço. O lançamento efectuado nestas condições é sempre irregular embora os árbitros andem distraídos! É irregular porque no momento de soltar a bola das mãos o lançador nunca tem os dois pés fixos no terreno, tal como o regulamento exige. A ideia de simultaneidade também é uma falácia. É a própria dinâmica do movimento que a desmente, e para o provar basta visionar um lançamento destes em câmara lenta. Mas parece que o assunto não tem merecido a atenção de ninguém, nem, imagine-se, do grande paladino da verdade desportiva que dá pelo nome de Rui Santos!
Mas estou convencido que mais tarde ou mais cedo, face aos abusos e à proliferação destes lançamentos irregulares, as coisas vão voltar ao antigamente - ou seja, lançamento de linha lateral com o jogador parado, pés fixos no terreno no acto de lançamento, e com a bola a sair das suas mãos por cima da sua cabeça. Fora disto é a subversão das leis de jogo. E se querem subvertê-las assumam-no - transformem os lançamentos em pontapés de linha lateral. À semelhança dos pontapés de canto. Mas isso já é outro jogo e outro futebol. Batotas é que não.
Aguardemos.

Saudações azuis.

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