segunda-feira, abril 16, 2018

Boa exibição, mau resultado… e o nosso fado!

Ao Belenenses nunca bastou jogar bem para ganhar! Foi sempre preciso superar outras dificuldades, nomeadamente quando jogava contra os seus rivais de Lisboa. Ontem no Restelo cumpriu-se essa sina. E a nomeação de Bruno Paixão, um árbitro que mesmo sem querer acaba por interferir com os resultados, anunciava já esse cenário. O VAR, ao princípio, ainda deu ideia de imparcialidade quando avisou Bruno Paixão para o facto de Rui Patrício, guarda-redes do Sporting, ter atingido o Yazalde na cara, derrubando-o, e não ter tocado na bola. Isto é um penalty clássico em qualquer parte. O problema é o sistema de compensações que começou imediatamente a funcionar. Na primeira parte não foi preciso. O Sporting empatou pouco tempo depois e numa desatenção azul (livre rápidamente marcado) chegou à vantagem. O terceiro golo leonino, perto do intervalo, já revelou a verdadeira identidade do VAR que temos. Desatento quando convém. O golo é precedido de falta e deveria por isso ter sido invalidado.

E veio a segunda parte, e com ela a capacidade do Belenenses para dar a volta ao texto. Com o empate soaram os alarmes na cidade do futebol. O VAR concentrou-se, foi buscar a lupa, e na molhada que habitualmente acontece nos pontapés de canto, descobriu um braço do Yebda a tocar na cabeça do Bas Dost! Nenhum deles tocou na bola e nem se pode falar naquela molhada em qualquer oportunidade de golo para ninguém. Bruno Paixão, aliás, não assinalou nada. Mas esta era a oportunidade para um Sporting em nítida quebra física de conseguir chegar à vantagem. E, como se esperava, Paixão recuou e marcou penalty. Curiosamente o VAR não viu nesse lance o derrube de Nathan por parte, suponho, do mesmo Bas Dost! O Sporting tinha que ganhar.

E para aqueles comentadores que questionaram a marcação do penalty cometido por Rui Patrício dizendo que se tinha aberto uma ‘caixa de pandora’, neste último penalty sim, abre-se um precedente que a ser seguido vai transformar cada canto ou cada ’molhada’ num manancial de grandes penalidades ao sabor das inclinações do VAR. E nós já sabemos quais são essas inclinações.

Sobre o jogo própriamente dito ele já foi escalpelizado por tanta gente que não vale a pena acrescentar grande coisa. O Belenenses está diferente para melhor e não é todos os dias que assistimos a um duelo de treinadores em que o vencedor foi o aluno e não o mestre! Silas até com dez jogadores conseguiu manter a equipa no jogo. Não há melhor elogio.

A única nota negativa tem a ver com a expulsão de Sasso, já depois do jogo acabar. Compreendo a sensação de injustiça dos jogadores mas não vale a pena dizer nada ao árbitro. Até porque Bruno Paixão reagiu como se tivesse algum peso na consciência.

Resultado final: - Belenenses 3 – Sporting 4


Saudações azuis  

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